Auditoria na Política de Outorga para Perfuração de Poços Tubulares no Estado do Piauí

Auditoria operacional conduzida na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) para avaliar a política pública de outorga e permissão para perfuração de poços tubulares, com foco na governança, regulação, fiscalização e controle do uso de águas subterrâneas no Estado do Piauí.

Objetivos

  • Avaliar a estrutura de governança da política de outorga de poços tubulares;
  • examinar a adequação normativa, os mecanismos de controle e fiscalização;
  • identificar fragilidades nos sistemas de informação; e
  • propor melhorias que promovam o uso sustentável dos recursos hídricos subterrâneos.

Metodologia Adotada

A auditoria seguiu as diretrizes das Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP), utilizando análise documental, entrevistas com gestores e técnicos, verificação de normativos, exame de sistemas institucionais e cruzamento de dados georreferenciados sobre poços perfurados, outorgados e não outorgados.

Tecnologia Empregada

Foram utilizadas bases de dados georreferenciadas, técnicas de geoprocessamento, ferramentas de mapeamento e validação espacial de poços, além de softwares para análise de consistência de banco de dados e verificação da completude das informações registradas nos sistemas da SEMARH.

Principais Resultados

A auditoria identificou fragilidades relevantes na gestão da política de outorga, incluindo:

  • ausência de controle efetivo sobre perfurações de poços; 
  • inconsistências nos sistemas utilizados para registro e acompanhamento das outorgas; 
  • sobreposição de competências entre órgãos envolvidos; 
  • falhas nos processos de fiscalização e monitoramento do uso das águas subterrâneas; 
  • insuficiência de mecanismos para garantir a rastreabilidade das perfurações e a conformidade com a legislação vigente.

Lições Aprendidas

O trabalho evidenciou a necessidade de fortalecer a articulação institucional entre os órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos, aprimorar os sistemas de informação, ampliar a transparência dos dados e consolidar uma política pública estruturada, com procedimentos claros e integrados para o uso sustentável das águas subterrâneas no Estado.

Saiba mais

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