Estudos liderados por entidades internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e o Banco Mundial apontaram que há margem significativa para aumento da eficiência nos hospitais que atendem pelo SUS. Essas conclusões de organismos internacionais, junto com os riscos de sustentabilidade do SUS, chamaram a atenção do TCU, que chamou os Tribunais Estaduais para participarem do Projeto Eficiência na Saúde. O projeto visou analisar eficiência de hospitais em todo o Brasil, identificando boas práticas e oportunidades de melhoria. A iniciativa atende ao item 3.8, 17.16 e 17.17 das ODS.
Objetivos
Identificar e tratar desperdícios que comprometam a entrega de valor à população e levantar boas práticas de gestão que mereçam ser replicadas por outras unidades.
Metodologia Adotada
Levantamento e a consolidação de dados administrativos, informações prestadas pela entidade e observações da equipe, inspeção in loco, reuniões e entrevistas com os servidores do Hospital.
Tecnologia Empregada
Utilização dos sistemas fornecidos pelo TCE/MS para abertura e tramitação de processos (E-TCE), banco de dados e envio de documentos (E-sfinge), elaboração e tramitação de documentos internos (SEI), análise de riscos (matriz Swot), análise de dados (excel), análise involuntória de dados (DEA).
Principais Resultados
a) Baixa utilização dos leitos (ociosidade estrutural), o que levou ineficiência de escala e em superlotação de outros hospitais da rede. b) Baixa capacidade gerencial, o que levou a dificuldade de identificar os processos que precisam de melhorias para aumento de eficiência, impactando, novamente, em ineficiência de escala (ociosidade estrutural).
Lições Aprendidas
Hospitais de pequeno porte no interior do Estado podem parecer eficientes quando analisados dados de forma isolada. No entanto, ao analisar pormenorizadamente os todos os dados em conjunto, verificou-se que o Hospital estava subutilizado, o que caracteriza ineficiência de escala e sobrecarrega outros hospitais da rede (principalmente os de grande porte da capital). Para sanar isso, sugeriu-se que a Secretaria de Saúde do Município busque negociar juntamente com a Secretaria Estadual de Saúde a pactuação para a organização e funcionamento de ações e serviços de saúde que possam ampliar o acesso para utilização da estrutura do Hospital. Também foi recomendada a implementação de um Núcleo Interno de Regulação – NIR na entidade auditada. Assim, a gestão desse Hospital pode ser considerada um modelo bem sucedido, eis que ele entrega serviços de qualidade aos cidadãos. Contudo, foram observados pontos onde há possibilidade de melhoria de escala e eficiência.
Saiba mais
https://drive.google.com/open?id=15as2-f70ob92esp9zppf3kkmj7n1daun