Índice de Maturidade Geral em Sustentabilidade (IMGS)

O Índice de Maturidade Geral em Sustentabilidade (IMGS) é uma ferramenta estratégica desenvolvida para avaliar, monitorar e incentivar o grau de integração das práticas sustentáveis nas rotinas institucionais do TCE-PA. Por meio de uma escala evolutiva com cinco níveis — de Incipiente à Referência — o índice permite medir o comprometimento da organização com a sustentabilidade de forma estruturada e baseada em metas mensuráveis. O IMGS está organizado em sete eixos temáticos (como uso racional da água e energia, compras sustentáveis, gestão de resíduos, entre outros), cada um com metas anuais e critérios de pontuação objetivos. A metodologia de avaliação permite identificar o nível de maturidade por eixo e gerar um indicador geral da instituição, facilitando o planejamento e a priorização de ações. A iniciativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aos ODS 12, 13 e 16, reforçando o papel da instituição como promotora da governança sustentável, da inovação e do uso responsável dos recursos públicos.

Objetivos

  1. Avaliar o grau de integração das práticas sustentáveis nas rotinas institucionais, de forma objetiva e sistemática.
  2. Mensurar o desempenho da instituição em diferentes eixos da sustentabilidade, com base em metas claras e indicadores.
  3. Orientar o planejamento estratégico e a tomada de decisões com foco na sustentabilidade organizacional.
  4. Identificar oportunidades de melhoria contínua, promovendo ações mais eficazes e coerentes com os princípios do desenvolvimento sustentável.
  5. Estabelecer níveis de maturidade que incentivem o avanço progressivo das práticas sustentáveis.
  6. Fortalecer a governança institucional e o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  7. Dar visibilidade às boas práticas e fomentar o engajamento de servidores, gestores e parceiros em ações sustentáveis.

Metodologia Adotada

1.Definição dos eixos temáticos. O índice foi estruturado com base em sete eixos estratégicos da sustentabilidade institucional: água, energia, capacitação, qualidade de vida, compras, resíduos e obras. 2.Estabelecimento de metas por eixo. Foram definidas metas específicas, mensuráveis e com prazos definidos, alinhadas ao Plano de Logística Sustentável (PLS) e aos ODS.

  1. Cálculo para a obtenção do nível de Maturidade por Eixo

Meta Anual por Objetivo (MAO): Percentual fixado pelo Comitê Gestor do PLS. Pontos Obtidos por Objetivo (POO) estarão no intervalo [0 a 5] pontos. Realizado da Meta = % alcançado no ano / MAO. Limitado ao intervalo [0 a 1] POO = (Realizado da meta do ano x 5)

  1. Cálculo do Índice de Maturidade por Eixo (IME)

Í𝑵𝑫𝑰𝑪𝑬 𝑫𝑬 𝑴𝑨𝑻𝑼𝑹𝑰𝑫𝑨𝑫𝑬 𝑷𝑶𝑹 𝑬𝑰𝑿𝑶 (𝑰𝑴𝑬)= 𝑆𝑂𝑀𝐴 𝐷𝑂𝑆 𝑃𝑂𝑁𝑇𝑂𝑆 𝐷𝑂𝑆 𝑂𝐵𝐽𝐸𝑇𝐼𝑉𝑂𝑆𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 𝐷𝐸 𝑂𝐵𝐽𝐸𝑇𝐼𝑉𝑂𝑆 𝑃𝑂𝑅 𝐸𝐼𝑋𝑂 5.Classificação por nível de maturidade Os resultados são classificados em cinco níveis: Nível Pontos Estágio Nível 1 Entre 0 e 1 Incipiente Nível 2 Entre 1,01 e 2 Engajado Nível 3 Entre 2,01 e 3 Inovador Nível 4 Entre 3,01 e 4 Transformador Nível 5 Maior que 4 Referência

  1. Cálculo do Índice de Maturidade Geral em Sustentabilidade (IMGS)

𝑰𝑴𝑮𝑺= Σ(𝑰𝑴𝑬𝒊 𝒙 𝑷𝒊)𝟕𝒊=𝟏Σ( 𝑷𝒊)𝟕𝒊=𝟏 Eixo Peso Uso racional da água 1,4 Uso racional da energia elétrica 1,6 Capacitação e sensibilização 1,5 Qualidade de vida no ambiente de trabalho 1,3 Compras sustentáveis 1,4 Gestão de resíduos 1,2 Obras sustentáveis e manutenção predial 1,1 7.Monitoramento anual e avaliação contínua O índice é atualizado periodicamente para acompanhar o desempenho institucional e orientar ações de melhoria.

Tecnologia Empregada

Sisplan – Sistema de Monitoramento do Planejamento do TCE-PA. Plataforma oficial utilizada para alimentar, registrar e acompanhar as ações e metas do Plano de Logística Sustentável (PLS). O Sisplan integra os dados que subsidiam o cálculo do índice de maturidade, garantindo rastreabilidade, padronização e transparência no monitoramento institucional.

Principais Resultados

  1. Criação de uma metodologia própria e sistematizada O IMGS permitiu estruturar a avaliação do desempenho em sustentabilidade com critérios objetivos, metas claras e níveis comparáveis ao longo do tempo.
  2. Aprimoramento da governança sustentável Fortaleceu o planejamento institucional, o monitoramento estratégico e a tomada de decisões baseadas em evidências.
  3. Engajamento crescente das unidades organizacionais A clara definição de metas e a visibilidade dos resultados estimularam o comprometimento das áreas com as práticas sustentáveis.
  4. Alinhamento institucional aos ODS e ao PLS A iniciativa reforçou o compromisso com a Agenda 2030 e integrou efetivamente as ações do Plano de Logística Sustentável ao planejamento estratégico.
  5. Monitoramento contínuo com suporte do Sisplan O uso da plataforma facilitou o acompanhamento em tempo real das metas e o acesso transparente às informações.
  6. Evolução dos níveis de maturidade Houve progressão concreta dos eixos avaliados, com melhorias mensuráveis na eficiência do uso de recursos, redução de resíduos e maior adesão a práticas sustentáveis.

Lições Aprendidas

  1. Importância do comprometimento da alta gestão O engajamento da liderança foi fundamental para a adesão e avanço das práticas sustentáveis.
  2. Necessidade de metas claras e mensuráveis Estabelecer objetivos específicos facilitou o monitoramento e a avaliação dos resultados.
  3. Integração entre áreas e setores é essencial A sustentabilidade depende da cooperação transversal para ser efetivamente implementada.
  4. Uso de tecnologia apropriada simplifica o acompanhamento Plataformas como o Sisplan foram decisivas para o registro, análise e transparência das informações.
  5. Comunicação e capacitação contínuas fortalecem o engajamento Informar e sensibilizar os servidores garantiu maior adesão e melhoria contínua.
  6. Flexibilidade para ajustes e melhoria contínua O processo deve ser dinâmico, permitindo adaptações conforme os desafios e aprendizados.

Saiba mais

https://drive.google.com/open?id=1h_frkp7nbvj_0-bxrq9ttpiecb2fnk6j