Auditoria de conformidade e operacional realizada no sistema de transporte coletivo urbano de Teresina, com foco na priorização de investimentos, no modelo de integração entre linhas e terminais, na estrutura de remuneração dos operadores, na integridade da bilhetagem eletrônica e na atuação da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) na fiscalização do serviço.
Objetivos
Avaliar a priorização de investimentos no transporte público; verificar a vantajosidade e a efetividade do modelo de integração entre linhas; examinar o modelo de remuneração das concessionárias; analisar a integridade e a governança da bilhetagem eletrônica; e avaliar a atuação da STRANS nos processos de fiscalização e acompanhamento do sistema.
Metodologia Adotada
A auditoria seguiu as diretrizes das Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP), adotando abordagem combinada de auditoria de conformidade e operacional. Foram realizadas análises documentais e normativas, exame de dados financeiros, análise de registros da bilhetagem, coleta de evidências em campo e visitas técnicas a terminais e pontos críticos do sistema.
Tecnologia Empregada
Foram utilizados o Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE), ferramentas de análise espacial por meio do Software QGIS, e plataformas de Business Intelligence para tratamento e visualização de dados financeiros, operacionais e de demanda de usuários.
Principais Resultados
A auditoria identificou baixa priorização de investimentos estruturantes no sistema; fragilidades no modelo de integração, que dificultam a fluidez das viagens e a eficiência do serviço; lacunas no modelo de remuneração das empresas, com riscos de desalinhamento entre incentivos e qualidade operacional; elevada dependência dos dados do SBE, controlado pelos operadores; além de falhas na fiscalização realizada pela STRANS. O trabalho resultou em recomendações para modernização do sistema, ajustes nos contratos e fortalecimento dos mecanismos de monitoramento.
Lições Aprendidas
O processo evidenciou a necessidade de ampliar o controle público sobre os dados estratégicos do sistema; estruturar processos de fiscalização técnica contínua; consolidar modelos tarifários que considerem riscos operacionais e assegurem sustentabilidade econômica; e aprimorar a gestão contratual, com uso de indicadores de desempenho e mecanismos de acompanhamento mais robustos.
Saiba mais
https://www.tcepi.tc.br/tce-piaui-torna-publico-processo-de-auditoria-no-transporte-de-teresina/
https://drive.google.com/open?id=1virVGVvVEA5QTgKmNn0V9IF3BzoW_xky