Auditoria Opercaional no Programa Nacional de Imunizações

Auditoria operacional realizada pela Coordenadoria de Auditoria em Políticas de Saúde, no âmbito de atuação coordenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de avaliar as ações e medidas adotadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e pelas Secretarias Municipais de Saúde na operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no estado.

Objetivos

A auditoria teve como finalidade contribuir para o aprimoramento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), fortalecendo o trabalho do controle externo e apoiando a melhoria dos serviços ofertados à população. Entre os fatores que motivaram o trabalho, destaca-se a queda das coberturas vacinais no país. A Organização Mundial da Saúde classifica a baixa cobertura vacinal entre as dez maiores ameaças globais à saúde, devido ao risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis, como a poliomielite.

No Estado do Rio de Janeiro, os indicadores ficaram abaixo da meta nacional de 90% em diversos imunizantes. A cobertura da vacina contra poliomielite, por exemplo, atingiu 58,89% em 2022 e 43,26% em 2023, até 22/09/2023.

O PNI é reconhecido como um dos maiores programas de imunização do mundo, ofertando gratuitamente 48 imunobiológicos, incluindo 20 tipos de vacinas destinadas a diferentes faixas etárias. Sua gestão é descentralizada e compartilhada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Metodologia Adotada

A auditoria seguiu as diretrizes da NBASP 3000, do Manual de Auditoria Operacional do TCE‑RJ e do Manual de Auditoria Operacional do TCU, com foco na análise de processos, governança, riscos e resultados associados à execução do PNI.

Tecnologia Empregada

Foram utilizados os sistemas corporativos do TCE‑RJ para coleta, organização e análise das informações, subsidiando a consolidação dos achados e das recomendações.

Principais Resultados

A ação resultou na elaboração de Planos de Ação pela Secretaria de Estado de Saúde e pelas Secretarias Municipais de Saúde sob jurisdição do TCE‑RJ, orientados pelas recomendações emitidas. Entre os problemas identificados, destacam-se:

  • Desconformidades nos instrumentos de apoio ao microplanejamento.
  • Deficiências na estrutura e nos equipamentos da rede de frio;
  • Inexistência ou insuficiência de procedimentos para controle de excursões de temperatura;
  • Fragilidades na gestão de estoques, incluindo registro de movimentação e controle de perdas;
  • Problemas nos processos de solicitação e distribuição de vacinas, afetando sua disponibilidade;
  • Dificuldades no registro, transmissão e acompanhamento dos dados vacinais;
  • Limitações nas estratégias de vacinação destinadas à recuperação das coberturas;

Lições Aprendidas

A auditoria contribuiu para fortalecer a governança e a gestão do PNI no Estado do Rio de Janeiro, com benefícios como:

  • Aprimoramento da implementação do microplanejamento nos municípios.
  • Maior asseguração sobre a qualidade e a integridade das vacinas aplicadas;
  • Redução das perdas por excursão de temperatura e vencimento;
  • Melhoria da qualidade e confiabilidade dos dados de movimentação de imunobiológicos;
  • Otimização dos processos de solicitação e distribuição;
  • Redução do risco de dano ao erário decorrente do desperdício de imunizantes;
  • Ampliação do uso de ferramentas de busca ativa para acompanhamento da situação vacinal;
  • Capacitação de profissionais para enfrentamento da hesitação vacinal;

Saiba mais

https://www.tcerj.tc.br/portalnovo/noticia/relatorio_de_atividades_do_tce_rj_do_1_trimestre_destaca_plano_com_57_fiscalizacoes